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Perdida

Este livro foi lido para o Desafio Literário Skoob 2015, onde em maio eu deveria ler um livro escrito originalmente em português.





Sofia vive em uma metrópole, está habituada com a modernidade e as facilidades que isto lhe proporciona. Ela é independente e tem pavor a menção da palavra casamento. Os únicos romances em sua vida são os que os livros lhe proporcionam. Mas tudo isso muda depois que ela se vê em uma complicada condição. Após comprar um novo aparelho celular, algo misterioso acontece e Sofia descobre que está perdida no século XIX, sem ter ideia de como ou se voltará. Ela é acolhida pela família Clarke, enquanto tenta desesperadamente encontrar um meio de voltar para casa. Com a ajuda de prestativo Ian, Sofia embarca numa procura as cegas e acaba encontrando algumas pistas que talvez possam leva-la de volta para casa. O que ela não sabia era que seu coração tinha outros planos...



Narrado em primeira pessoa pela própria Sofia, o livro teve uma narrativa diferente do que eu esperava, o que foi muito bom, pois a maneira divertida como a autora escreve foi uma grande motivação para terminar de ler em menos de dois dias.
Os personagens foram bem estruturados, e apesar de ser ambientada no século XIX, a narração feita por Sofia é mais moderna o que deixa o livro ainda mais interessante.
A maneira como Sofia descobre a si mesma foi um dos melhores pontos do livro.
A leitura flui bem rápida, e a autora colocou a medida certa de romance, não deixando meloso demais, e ao mesmo tempo nos fazendo torcer para que eles consigam ficarem juntos.

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Mentirosos


Este livro foi lido para o Desafio Literário Skoob 2015, onde em abril eu deveria ler um livro relacionado á mentira.





Cadence vem de uma família rica, chefiada por um patriarca que possui uma ilha particular no Cabo Cod, onde a família toda passa o verão. Cadence, seus primos Johnny e Mirren e o amigo Gat (os quatro "Mentirosos") são inseparáveis desde os oito anos. Durante o verão de seus quinze anos, porém, Cadence sofre um misterioso acidente. Ela passa os próximos dois anos em um período conturbado, com amnésia, fortes dores de cabeça e muitos analgésicos, tentando juntar as lembranças sobre o que aconteceu. "Emocionante, bonito e devastadoramente inteligente, 'Mentirosos' é absolutamente inesquecível." - John Green, autor de "A culpa é das estrelas" "Uma história assombrosa sobre como as famílias vivem suas próprias mitologias. Triste, maravilhosa e real." - Scott Westerfeld, autor de "Feios"


Cadence, também conhecida como Cady é a neta mais velha da família Sinclair, e como todos os seus parentes deve manter um máscara constante de perfeição em qualquer momento e situação. A família Sinclair passa todos os verões em sua ilha particular, onde Cady junto aos seus três amigos formam um grupo inseparável, a quem a família apelidou de mentirosos. O verão é o ponto alto na sua vida, pois é o único momento do ano em que ela se comunica com os mentirosos, e se divertem muito aprontando na ilha. A história começa quando Cady, aos seus dezessete anos ainda não descobriu o que aconteceu na ilha quando tinha quinze . Os acontecimentos foram apagados de sua memória, e a única certeza que tem é de que sofreu um acidente que a deixou com terríveis dores de cabeça, que ninguém de sua família quer contar o que realmente aconteceu, nenhum dos mentirosos respondem suas mensagens, assim como seu pai a mantém longe da ilha durante todo o próximo verão. Quando sua mão finalmente a deixa voltar para a ilha, Cady se esforça para tentar se lembrar o que houve no verão em que tinha quinze, e a verdade não é realmente nada do que ela poderia ter imaginado.

Narrado em primeira pessoa por Cadence, Mentirosos teve um enredo que fluiu levemente,  cheio de metáforas, mas ao mesmo tempo escrito de maneira tão simples que me fez terminar o livro bem antes do esperado.  Mesmo alternando passagens do presente e do passado a autora soube desenvolver e história de maneira tão coerente que em momento algum eu me senti perdida no decorrer da história.

Os personagens tiveram todos características bem únicas, e a história foi realmente diferente dos livros que li nesse mesmo tema. O fim foi realmente surpreendente, e a medida em que as peças desse mistério iam se formando eu realmente precisava parar para respirar, pois esse livro foi de me tirar o fôlego.n
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Sorte ou Azar

Este livro foi lido para o Desafio Literário Skoob 2015, onde em março eu deveria ler um livro escrito por uma mulher.



A única coisa que Jean Honeychurch odeia mais do que seu nome sem graça (que em alguns lugares é até nome de menino) é seu muito apropriado apelido, Jinx. Ou seja, pé-frio, azarada... E de fato, a falta de sorte parece perseguir Jinx aonde quer que ela vá – e por isso ela está tão animada com a mudança para a casa dos tios, em Nova York. Talvez, do outro lado do país, Jinx consiga finalmente se livrar da má sorte. Ou, pelo menos, escape da confusão que provocou em sua pequena cidade natal. Mas definitivamente os problemas seguem a ruivinha até Manhattan. Sua prima, Tory, não está nada feliz em ter a ovelha negra da família por perto. Bela, glamorosa e nada parecida com a jovem brincalhona que Jinx se lembrava dos tempos de criança, Tory também esconde um perigoso segredo – e está certa que Jinx é capaz de descobri-lo.
Há algum tempo praticando pequenos feitiços. Ao perceber que a prima, além dos cabelos ruivos, pode também ter herdado os poderes de uma antepassada, a convida para integrar seu grupo de bruxas. Mas Jinx sabe que fazer feitiços pode ser perigoso e recusa, despertando a ira da deslumbrada Tory, que planeja vingança. As coisas pioram quando Jinx se aproxima de Zach, um gato por quem Tory é apaixonada. Ele e prima Jean de Iowa (como o menino carinhosamente a chama) vão juntos para a aula de educação física, conversam sobre tudo e surge até um convite para o baile da primavera – só como amigos, afinal ele parece gostar de outra pessoa...
Rapidamente, Jinx percebe que não é apenas da má sorte que está fugindo. É de algo muito mais sinistro... Será que sua falta de sorte é, na verdade, um dom, e a profecia sob a qual ela viveu desde o dia que nasceu é a única coisa que poderá salvá-la?


Narrado em primeira pessoa poe Jean, que com sua personalidade divertida me fez dar boas risadas.



O negócio é que minha sorte sempre foi um horror. Olha só o meu nome: Jean. Não Jean Marrie, nem Jeanine, Jeanette ou mesmo Jeanne. Só Jean. Sabe que na França os garotos são chamados de Jean? É João em francês. Tudo bem, não moro na França. Mas mesmo assim. Sou basicamente uma garota que se chama João. Pelo menos seria, se eu morasse na França.

Os personagens foram muito bem feitos, cada um com uma personalidade bem própria.

A história é leve e curta, o que me permitiu ler o livro em apena um dia.

Este livro seria indicado para quem procura uma leitura leve e rápida.
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A 5ª Onda

Este livro foi lido para o Desafio Literário Skoob 2015, onde no mês de Janeiro eu deveria ler o último livro que eu ganhei, comprei ou peguei emprestado.



Depois da primeira onda, só restou a escuridão. Depois da segunda onda, somente os que tiveram sorte sobreviveram. Depois da terceira onda, somente os que não tiveram sorte sobreviveram. Depois da quarta onda, só há uma regra: não confie em ninguém. Agora inicia-se A QUINTA ONDA. No alvorecer da quinta onda, em um trecho isolado da rodovia, Cassie foge deles. Os seres que parecem humanos, que andam pelo campo matando qualquer um. Que dispersaram os últimos sobreviventes da Terra. Cassie acredita que, estar sozinho é estar vivo, até que conhece Evan Walker. Sedutor e misterioso, Evan Walker pode ser a única esperança de Cassie para resgatar seu irmão — ou até a si mesma. Mas Cassie deve escolher entre a esperança e o desespero, entre a rebeldia e a entrega, entre a vida e a morte. Entre desistir ou contra atacar.

O livro é narrado por pontos de vista diferentes, os principais sendo Cassie, e Ben. Um livro ambientado em um ambiente apocalíptico, onde os inimigos são extraterrestres que se passaram por seres humanos e são conhecidos como os Outros.

Os personagens foram muito bem construídos, ao invés de serem mostrados como heróis corajosos e com grandes habilidades de sobrevivência, a maioria são pessoas reais que inicialmente não sabem atirar ou mesmo como sobreviver em um mundo tão hostil no qual não se pode confiar em ninguém, mas são personagens fortes pela maneira como sobrevivem com o que sabem e as poucas coisas que possuem.

A primeira regra para sobreviver à 4ª Onda é não confiar em ninguém, não importa qual a sua aparência. 

Cassie (não Cassie de Cassandra, ou Cassie de Cassidy, mas Cassie de Cassiopeia) é a personagem com maior destaque no livro, uma adolescente que perde parte da família, e sua motivação para seguir em frente é encontrar seu irmão menor Sammy, apesar de nem mesmo saber se existe mais alguma pessoa viva no mundo, além dela. Algumas de suas atitudes são realmente idiotas, mas sua motivação e a maneira como os próprios erros fazem com que a personagem evolua nos faz torcer pra ela, querendo que de tudo certo.

Às vezes, acho que sou a última pessoa na Terra.

Ben  (mas tarde apelidado de zumbi) também tem muitos capítulos narrados por seu onto de vista. Eu o considerei o personagem mais forte, poi ele não tinha ninguém como motivação sobreviver, mas ele encontra forças para sobreviver por si mesmo.

“Vou lhe ensinar a amar a morte. Vou esvaziar o seu sofrimento, culpa e autopiedade, e enchê-lo de ódio, desprezo e espírito de vingança, Vou fazer minha última declaração aqui, Benjamin Thomas Parish.”


Há mais dois personagens que possuem capítulos por seus pontos de vista, sendo um deles Evan, que foi o personagem de quem mais gostei (mas qualquer informação sobre ele seria spoiler).

Um homem de poucas palavras esse Evan Walker.


Eu fiquei o livro todo tentando adivinha o que seria a quinta onda, para chegar o final e ser algo completamente diferente do que imaginava, mas foi tão coerente com os acontecimentos do livro que depois fiquei me perguntado como não havia pensado naquilo antes?
Completamente ansiosa para ler o segundo livro, e torcendo para que algo que parece ter acontecido no final deste livro não tenha realmente acontecido.

Este livro seria indicado para quem goste de livros de ficção com temas apocalípticos, que prenda o leitor desde o início, com reviravoltas e que provocam emoções intensas.
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